sexta-feira, agosto 17, 2007
sábado, julho 21, 2007
Luto

Quem mais me perguntará diariamente "como vai isso de amores?"
A quem mais responderei automaticamente "uma maravilha"?
Como começarei o dia com o jornal e o café habitual, sem açucar mas com colher, como já era sabido. O jornal era apenas o pretexto para a discussão da questão política do dia. O café, o pretexto para o jornal. A discussão o pretexto para nos sentirmos com vida.
Quem mais abrirá a porta do café, mesmo depois de fechada, quando chego tarde do trabalho e me apetece ver uma cara familiar e amiga?
Quem mais me chamará "a menina dos olhos doces"?
E quem mais me irá dizer que bebo demasiada água com gás?
Quem mais me desejará, todas as noites, a cada noite, "uma noite feliz"?
A quem mais vou chamar "aquela máquina"? E a quem mais eu vou insistir que precisa de ter férias?
A quem mais eu vou dizer "oh homem viva!"?
sábado, junho 30, 2007
A mesa interactiva - Digital Surface
quinta-feira, junho 28, 2007
terça-feira, junho 19, 2007
quarta-feira, junho 13, 2007
Comunidades de Aprendizagem Online
terça-feira, junho 12, 2007
Todas as Letras
Escrevo-me a mim, ao mundo, a tudo o que vejo, ouço e sinto. Só tu não me lês.
- Como queres que eu te leia?
- Lê-me, com todas as letras.
São mais de 1000!
Obrigada a todos!
Só não entendo é porque só os habitués comentam. Será que o meu blogue é pouco interessante?
Pensando bem, acho que a minha auto-estima... :|
segunda-feira, junho 11, 2007
O Desafio Blogueiro
Oralidade e Cultura Escrita - Ong, W.
A Sociedade em Rede em Portugal - Cardoso, G & Outros
A Sociedade em Rede - Castells, M.
As Tecnologias da Inteligência - Lévy, P.
A Fórmula de Deus - Santos, J. R
O Livro Tibetano dos Mortos
Porque é que os Homens mentem e as Mulheres choram - Pease, A. Pease B.
Quanto aos Blogues eleitos para multiplicar o desafio, vou precisar de mais tempo para decidir...
segunda-feira, junho 04, 2007
Os três tempos do espírito: O Tempo da Informática
O tempo da informática alterou por completo a nossa noção de tempo cronológico e de espaço. Segundo Lévy, a informática não reproduz a inscrição no território. Os conteúdos produzidos e transmitidos virtualmente estão em constante processo de transformação e adaptação.
Um género de produção just in time pode ser favorável a este tipo de comunicação que se vai produzindo à medida das necessidades e transformações sociais; aquilo que Lévy caracteriza como sendo um sistema flexível, de fluxo tenso, stock zero e tempo de espera zero.
Para Lévy, as novas TIC criaram condições para a entrada num novo ritmo temporal: o tempo pontual. O tempo pontual é para o autor "a velocidade pura sem horizonte e pluralidade de evoluções imediatas".
A forma como encaramos o tempo é desta forma condicionada pelo progresso técnico de cada sociedade, que provoca nesta alterações a todos os níveis (do económico, ao político e ao psico-social).
Ocorreu-me entretanto que esta visão de Lévy faz muito sentido se a compararmos com a forma como o tempo é percebido nas grandes metrópoles com o mesmo tempo vivido pelos grupos que vivem mais isolados e afastados dos grandes centros urbanos.
(Reflexão com base na leitura de Lévy, P. (1994) Tecnologias da Inteligência. Lisboa: Instituto Piaget
sábado, junho 02, 2007
quinta-feira, maio 31, 2007
A Escrita Reestrutura a Mente
Nos tempos em que apenas a oralidade existia, a noção de espaço e de tempo era diferente. Contudo, o conhecimento e a história desses tempos chegou até nós mesmo assim. Como foi isso possível?
Acontece que, sendo poucos os recursos, o ser humano fazia um melhor uso daquilo que tinha, ou se quiserem, optimizava os recursos que tinha ao seu dispor, no caso, a memória auditiva. Como se mantiveram e chegaram até nós alguns pressupostos dessa memória cultural? Através de prosas e rimas - códigos narrativos dramatizados, emotivos, musicais e/ou acompanhados de rituais. (Lembram-se de como cantávamos a tabuada? Um vezes um uuuummmm, dois vezes dois, quuuuaaaatro)
O uso deste tipo de discurso (que mais tarde, mesmo sendo escrito manteve o seu traço oral) nada mais era do que uma estratégia para manter vivas as estórias que interessava passar para as futuras gerações.
Segundo Pierre Lévy (1990; pp 106) as representações com mais possibilidade de sobrevivência na memória humana são: 1) as representações que se relacionam fortemente entre si; 2) As representações que activam conexões de causa efeito; 3) As proposições que dizem respeito a domínios de conhecimento que são familiares aos membros das comunidades em que estão inseridos; 4) As representações que estão intimamente ligadas aos problemas da vida ou que sejam imbuídas de grande emoção.
Compreende-se agora a sobrevivência do Teorema de Pitágoras...
Certo velho de Siracusa
disse um dia para os seus netos
o quadrado da hipotenusa
é igual à soma dos quadrados dos catetos
Todas as representações e vivências que não integrassem estes critérios estavam desta forma condenadas a existir na Memória de Curto Prazo.
Ora, a escrita, alterou tudo. O registo escrito está mais próximo da Memória de Curto Prazo apesar das palavras sobreviverem para sempre. A nossa capacidade de memória ficou mais aliviada, se assim quiserem... "os longos encadeamentos de causa e efeito perdem uma parte dos privilégios de ligarem entre si as representações. As entradas em cena da acção, as apresentações dramáticas cedem parcialmente terrenos às disposições sistemáticas" (Lévy; 1990)
Em conclusão, a escrita e o registo escrito, são, sob este ponto de vista um super auxiliar de memória que estende indefinidamente a nossa memória de Curto Prazo...
Será por essas e por outras que o meu pai dizia que eu havia de ter 30 anos e não saberia a tabuada de cor e de trás para a frente? Infelizmente ele tinha razão...
terça-feira, maio 29, 2007
A Escrita é uma Tecnologia
A escrita é uma tecnologia!
O mais interessante nessa ideia é que a escrita não é apenas uma tecnologia como as outras. A escrita é a tecnologia! Como diz Ong "a mais drástica" das tecnologias, já que a impressão e a informática apenas vieram continuar o que a escrita há muito começou e para sempre alterou...
Reparem, quando começou a democratizar-se o acesso aos livros e quando a aprendizagem da escrita foi igualmente democratizada (no caso europeu, directamente dos conventos para as escolas) a sociedade também mudou profundamente... as relações sociais também se modificaram...
Ong responsabiliza a escrita pela profunda alteração da comunicação. A comunicação que antes era exclusivamente oral (ainda que com registos escritos, estes eram profundamente "orais"), dinâmica, profundamente ligada ao momento presente, envolvendo a presença física das pessoas; passa a fazer-se no discurso escrito implicando "um espaço mudo" e intemporal... A palavra escrita sobrevive ao momento em que foi dita, pensada, escrita!! A palavra escrita sobrevive ao seu autor, chega a sítios onde este poderá nunca ter sonhado ir. A palavra escrita pode ser verdade, pode ser mentira, mas ela continua lá, imortal... por isso é importante ter um cuidado especial com o que escrevemos.
Relativamente ao facto de a escrita ser uma tecnologia... pois, eu nunca tinha pensado nisso mas faz todo o sentido. Mesmo que não ensinem uma criança a falar ela há-de adoptar um código de comunicação oral qualquer... agora se nunca a ensinarem a escrever ou a ler, efectivamente isso não vai acontecer do nada como um processo natural e humano. E a escrita, bem como o domínio do código, estão de tal forma "integrados em nós", que reparem, quem sabe ler, sempre que olhar para uma palavra num outdoor ou em qualquer outro sítio por mais improvável ou inusitado que seja, acabará sempre por decifrar essa mensagem, quer queira quer não queira. Engraçado não é?
Reflexão com base na leitura de ONG, W. (1998), Oralidade e Cultura Escrita. Campinas: Papirus.domingo, maio 27, 2007
sábado, maio 26, 2007
domingo, maio 20, 2007
Aspectos Pedagógicos e Didácticos na Concepção de MMI
Os aspectos pedagógicos já definidos deverão ser equacionados especialmente na primeira fase de concepção de MMI.
Quando encontramos a resposta às perguntas "O quê?" e para "Quem?" teremos de necessariamente definir "Como?": Como vamos apresentar a aplicação? Quais as características do público-alvo? Em que nível de desenvolvimento está? Qual o nível de literacia tecnológica? O que queremos que o público-alvo aprenda/saiba fazer?
Tendo em vista estes aspectos definiremos: como vamos apresentar os nossos conteúdos, que métodos aplicaremos, quais as estratégias que vamos colocar ao serviço da aprendizagem? O aluno/formando terá um professor ou tutor que o oriente e auxilie ou a aplicação poderá ser usada autonomamente? Como será feita a avaliação: auto-avaliação? a aplicação permite algum tipo de avaliação? ou a avaliação será feita externamente à aplicação?
Ora, a resposta a estas questões são essenciais numa primeira fase de planificação segundo Falkembach, ou na fase de concepção do projecto, na definição de Morgado e Amante (2001)...
Por outro lado, este tipo de questões, permitir-nos-á igualmente responder a uma questão fundamental apresentada pela Cláudia e que diz respeito ao modelo de aprendizagem inerente à aplicação. Por exemplo, usando o mesmo conteúdo informacional poderemos construir uma aplicação cujo modelo de aprendizagem inerente é o Behavirista, mas se formos mais além do mecanicismo nas estratégias e métodos utlizados bem como na filosofia pedagógica que abraçamos, poderemos construir uma aplicação de tipo construtivista...
Creio que este é um dos aspectos que já foquei no fórum de discussão anterior, mas a verdade é que o que não falta no mercado são aplicações multimedia que se apelidam de pedagógicas, mas que na verdade correspondem ainda aos modelos de ensino tradicional presencial. Apenas se vão adaptando às novas possibilidades tecnológicas, mas que ao fim e ao cabo, permitem pouca ou nenhuma margem de manobra a quem aprende no seu próprio processo de aprendizagem...
quinta-feira, maio 17, 2007
Quem é Quem na Concepção de MMI?
Afinal, quem deve fazer uma aplicação multimedia pedagógica? Os professores ou os técnicos?
A minha questão não é meramente retórica. E lá vamos nós outra vez parar à questão do software no mercado que se auto-apelida de pedagógico.... E outra questão: Ainda que tenhamos uma equipa de especialistas técnicos e professores especialistas, será isso suficiente? Qual o papel dos pedagogos na constituição desta equipa? Qual o nosso papel quando acabarmos este curso, numa equipa de desenvolvimento de MMI? Creio que esta reflexão é importante para todos os profissionais da educação, mas mais ainda para nós como alunos do curso em que estamos.
Ora esta questão transporta-nos para a segunda fase da primeira etapa descrita por Amante & Morgado (2001). Na segunda fase da etapa Concepção do Projecto importa decidir quem vai estar envolvido na construção da aplicação. “O trabalho vai ser desenvolvido por um grupo de pessoas?” ou “trata-se de uma produção individual?” Vamos precisar de uma equipa multidisciplinar? Precisaremos de especialistas em programação e/ou design gráfico? Vamos pedir ajuda a professores/especialistas na temática em questão? Os aspectos pedagógicos serão avaliados igualmente por especialistas em pedagogia?
São perguntas para as quais importa encontrar respostas antes de avançar para o design da aplicação...
Storyboard - O que é? Para que serve?
O Storyboard é equivalente ao esqueleto da aplicação multimédia que pretendemos desenvolver...
No storyboard estarão representadas todas as janelas/páginas a inserir na aplicação bem como os elementos que irão constituir cada uma delas. Esses elementos poderão ir dos conteúdos informacionais às animações (imagens, vídeo, som), passando pelos botões de navegação a inserir em cada janela/página, bem como as hiperligações previstas para outras janelas ou páginas.
A concepção do storyboard assume uma extrema importância na medida em que nos permite antecipar problemas que se relacionam com os aspectos da eficiência da navegação. Por exemplo, poderemos perceber que determinada página do ecrã contém demasiada informação (visual, gráfica...), permite-nos perceber se determinada organização de conteúdos é ou não coerente, ou se poderá ser ou não intuitivamente/facilmente identificada pelo utilizador. A organização de conteúdos poderá apresentar-se segundo uma estrutura sequencial, linear, reticular ou mista e esta deverá ser desenvolvida tendo em conta o perfil do público-alvo, o seu nível de literacia e os objectivos pedagógicos da aplicação.
quarta-feira, maio 16, 2007
domingo, maio 13, 2007
O Admirável Mundo Novo e a Resistência à Mudança
Há, digamos, um receio que as tecnologias (cada vez mais interactivas, cada vez mais próximas do discurso presencial) possam de alguma forma substituir-se aos professores. Pareceu-me ver esta ideia subjacente no documento que fomos convidados a ler (Interactive Multimedia Pedagogies, pp. 184)... é naturalmente um receio infundado, uma vez que o importante é que os educadores se adaptem aos novos públicos e aos novos recursos/instrumentos e tirem daí o melhor partido possível com vista à aprendizagem.
Os novos alunos, sobretudo os jovens nascidos a partir da década de 80 estão habituados a receber informação rapidamente e a desenvolver processos e tarefas paralelas. Preferem ver gráficos antes dos textos que os acompanham e informação que surja ao acaso como o hipertexto, por exemplo. Trabalham melhor em rede/grupo; esperam gratificações instantâneas e recompensas frequentes. Preferem jogos a trabalho “sério” (Prensky, 2001). Estão os professores e as escolas preparados para estas novas aptidões? Que perfil e métodos se esperam que os professores do século XXI possam aplicar?
Não tenhamos dúvidas que a médio prazo teremos de repensar até o próprio sistema de aprendizagem. Fará sentido continuarmos a ter escolas no actual modelo de um espaço físico, um tempo próprio, um saber, um professor que ensina a todos como se fossem um só? É só uma reflexão... Não me parece credível que os professores desapareçam, mas a sua adaptação é fundamental.
Potencialidades Educativas dos MMI (Materiais Multimedia Interactivos)
- Interactividade na relação pedagógica;
- Interactividade com os materiais e objectos de aprendizagem, incluindo a manipulação de objectos;
- Interactividade que tende a aproximar-se cada vez mais da comunicação presencial;
- Possibilidade de colocação de materais em diversos formatos;
- Aprendizagem autónoma e não necessariamente linear. Possibilidade do estudante escolher os materais e formatos através dos quais desenvolverá a sua aprendizagem, bem como a sua ordem de apresentação;
- Acção em respeito pelos diversos ritmos e perfis de aprendizagem;
- Possibilidade de demonstrações que dificilmente poderiam ser apresentadas somente com recurso a texto e/ou discurso oral;
- Simulações que permitem uma aprendizagem de natureza construtivista e situada;
- Possibilidade de os estudantes repetirem a sequência das apresentações/materais apresentados, se assim o desejarem ou necessitarem. Fazendo uma comparação com o ensino tradicional diríamos "repetir a lição".



